Como funciona o Google?

por | maio 31, 2021 | Google | 0 Comentários

Você já deve ter se perguntado como funciona o Google?

Parece simples, mas não é. Inicialmente, o Google rastreia a internet para identificar novas páginas que podem ser adicionadas em seu buscador. Depois, ele indexa esses conteúdos para entender quais são os assuntos abordados no artigo. Por fim, ele classifica aquela página conforme os dados que foram recuperados. O rastreamento e a indexação são dois processos diferentes, mas são executados pelo mesmo rastreador. 

Neste artigo, vamos explicar todos os detalhes sobre como funciona o Google. Você aprenderá o que é um rastreador, o que ele avalia em um conteúdo, como alcançar as primeiras posições do Google, entre outras questões. Então, não perca mais tempo. Continue com a leitura e tire todas as suas dúvidas. 

Saiba Mais: 12 erros de SEO que prejudicam seu ranqueamento no Google

Afinal, o que é um rastreador? 

Para navegar pela internet, o Google e outros mecanismos de busca utilizam um software denominado de Crawler (também chamado searchbot, spider). Na prática, ele tem como missão procurar por conteúdo novo ou atualizado que o Google ainda não adicionou em seu banco de dados. 

Todo o mecanismo de pesquisa contém o seu próprio grupo de rastreadores. No caso do Google, existem mais de 15 tipos diferentes. O mais conhecido é chamado de Googlebot. Ele executa o rastreamento e a indexação. Por isso, vamos conhecer detalhadamente como ele funciona adiante. 

Como funciona o rastreador? 

Ao contrário do que muita gente imagina, o Google não é “alertado” quando uma nova página é adicionada na internet. Para identificar atualizações, ele utiliza o rastreador. E a tecnologia é incansável. Ela busca constantemente novas páginas para entregar os melhores conteúdos da internet aos usuários.  

Após descobrir uma nova página, o Googlebot renderiza (visualiza) a página em um navegador, carregando informações importantes, como: HTML, código de terceiros, JavaScript e CSS. Esses dados são armazenados no mecanismo de pesquisa e utilizados para indexar e classificar a página. Se uma página foi indexada, ela é adicionada ao índice do Google, outro enorme banco de dados do buscador. 

Como o rastreador visualiza as páginas? 

Em um cenário perfeito, o rastreador visualiza a página da forma como você a projetou e montou. Já no cenário realista, o processo é um pouco mais complexo. Veja abaixo como ele funciona. 

Renderização móvel e desktop 

O rastreador do Google pode visualizar a sua página com dois subtipos de rastreadores: Googlebot Desktop e Googlebot Smartphone. Essa divisão é importante porque ela separa quais são as melhores páginas para o desktop e quais são as mais adequadas para os aparelhos móveis. 

Em um passado não muito distante, o Google utilizava um único rastreador para visitar e processar grande parte das páginas. No entanto, com a evolução da internet e a implementação do conceito mobile-first, o processo sofreu muitas transformações. 

O buscador pensou que o mundo se tornou compatível com dispositivos móveis o suficiente e começou a utilizar o Googlebot Smartphone para rastrear, indexar e classificar a versão móvel de sites para SERPs móveis e de desktop.

Porém, uma indexação que prioriza a experiência do usuário com o aparelho móvel foi mais desafiador do que a empresa imaginava. Isso porque a maioria das páginas não eram acessíveis para navegação por meio de dispositivos móveis. 

O Google aplicou o conceito mobile-first para rastrear e indexar os novos sites e aqueles antigos que adaptaram a página para dispositivos móveis. Se uma página não for compatível para aparelhos móveis, ela será rastreada e renderizada pelo Googlebot Desktop.

Nunca é demais lembrar que, mesmo se o site for convertido para uma indexação que prioriza os dispositivos móveis, algumas páginas serão rastreadas pelo Googlebot Desktop, uma vez que os usuários podem visualizar o seu conteúdo nos dois formatos. 

O Google não informa que indexará a sua versão para desktop se ela for muito diferente da versão para aparelhos móveis. Mesmo assim, é possível deduzir que o principal objetivo do buscador é fornecer aos usuários informações de qualidade. E dificilmente ele quer perder esses dados por seguir fielmente o conceito de mobile-first. 

Em qualquer situação, a sua página será visitada tanto pelo Googlebot Mobile como pelo Googlebot Desktop. Por isso, é essencial cuidar das duas versões para que os conteúdos ganhem ótimas posições com o Google. Caso contrário, será mais complicado conseguir acessos por meio desse recurso. 

Para descobrir se a sua página está de acordo com as regras exigidas pelo conceito do mobile-first, recomendamos consultar a ferramenta Google Search Console. Ela avalia o seu site e identifica quais são os erros que devem ser ajustados para otimizar o desempenho do portal. 

Renderização de HTML e JavaScript 

Um dos principais desafios do Googlebot é fazer o processamento e a renderização de um código bastante volumoso. Se a sua página estiver com um código confuso, o rastreador pode não conseguir renderizá-lo corretamente e considerar a página vazia. 

Quanto à renderização de JavaScrit, você deve se lembrar de que ela é uma linguagem em evolução rápida e o rastreador pode não oferecer suporte às versões mais recentes. Para evitar problemas futuros, analise se o seu JS é compatível com o Googlebot ou se a sua página está renderizada corretamente. 

O proprietário de uma página também deve ter um cuidado especial com o tempo de carregamento do JavaScript. O Googlebot irá renderizar e indexar o conteúdo gerado por esse script. Se ele demorar menos de cinco segundos para carregar, será ignorado pelo rastreador. 

Um site que está cheio de elementos pesados, mas que não podem ser excluídos, deve fazer a renderização do lado do servidor. Assim, será carregado com mais agilidade e impedirá bugs de JavaScript. 

Novamente, o Google Search Console é a melhor ferramenta para identificar se a sua página tem problemas. Faça o login na sua conta. Vá para a Inspeção URL. Digite a URL que pretende analisar. Clique no Teste Live URL botão e clique em Exibir página testada.

Depois, vá para a seção Mais informações e clique nas pastas Recursos da página e Mensagens do console JavaScript. Aqui, você verá uma lista completa de recursos que o Googlebot não está conseguindo processar. Depois desse processo, você pode criar uma lista de problemas e solicitar aos profissionais de TI (Tecnologia da Informação) que identifiquem cada um e façam a correção imediatamente. 

O que influencia o comportamento do rastreador?

O Googlebot não funciona de qualquer forma. Ele contém algoritmos sofisticados que ajudam a navegar pela internet e estabelecer quais serão as regras de processamento de informações. 

Uma das principais vantagens do Google é que ele é bastante transparente. O buscador mostra quais são os pontos que influenciam na performance de um site. Assim, você pode preparar a sua página para entregar um material incrível para o algoritmo. 

Como funciona o Google: Links internos e backlinks 

Se o buscador já conhece o seu site ou blog, ele analisará as suas principais páginas em busca de atualizações constantemente. Por isso, é fundamental incluir links para as novas páginas que forem adicionadas em seu site. 

Quem tem um site sobre moda, por exemplo, pode incrementar a página inicial com as últimas notícias do setor ou postagens do blog. Esse tipo de organização ajuda o Googlebot a encontrar novos conteúdos com mais agilidade. Em um primeiro momento, essa dica parece óbvia. No entanto, não é difícil encontrar proprietários de sites que costumam ignorá-la. 

A ausência de links internos em seu conteúdo pode influenciar negativamente na indexação e na performance do seu site. Sem dúvidas, esse é um dos principais motivos pelos quais ele não está nas primeiras posições do buscador. Vale a pena o esforço para garantir ótimos resultados. 

Já os backlinks funcionam da mesma forma quando o assunto é rastreamento. Então, se você adicionar uma nova página, não se esqueça dos links externos. Você pode fazer esse processo com um autor convidado, lançar uma campanha publicitária, incluir o link ou um vídeo no conteúdo. 

Os links devem ser dofollow para permitir que o Googlebot siga a página. Apesar do buscador ter declarado recentemente que os links nofollow também podem ser utilizados como dicas para rastreamento e indexação, ainda recomendamos a aplicação do dofollow. Assim, você garante que os rastreadores vejam a sua página. 

Como funciona o Google: Profundidade do clique 

Outro ponto bastante avaliado pelo Google é a profundidade do clique. Ela mostra qual é a distância que um usuário deve percorrer da página inicial até uma outra página que está dentro do seu site. A regra é clara: qualquer página de um site deve ser alcançada em três cliques. 

A profundidade de cliques reduz o ritmo de rastreamento e impacta negativamente na experiência do usuário. Para evitar esse tipo de problema, navegue pelo site como se fosse uma pessoa interessada em seu conteúdo ou produto. Se você clicar mais de três vezes para alcançar uma determinada página, é melhor repensar a sua estratégia. 

Como funciona o Google: Mapa do site 

Um sitemap nada mais é que um documento que contém a lista completa de páginas que um proprietário do site deseja que apareça no Google. Você pode encaminhar um sitemap do seu site ao Google por meio do Google Search Console. O caminho é bem simples: Índice > Sitemaps. 

Dessa forma, o Googlebot saberá exatamente quais são as páginas que deve visitar e rastrear. O mapa do site também informa ao Google se há alguma atualização recente em suas páginas. 

Vale ressaltar que o Sitemap não garante que o Googlebot fará o rastreamento do seu site. Ele pode ignorar o mapa do site e rastrear a página da forma como definir naquele momento. Algumas plataformas de gerenciamento de conteúdo até geram automaticamente um mapa do site e enviam para o Google, fazendo que o seu processo de SEO se torne mais rápido e fácil. 

Como funciona o Google: SEO

O SEO (Search Engine Optimization) é um conjunto de estratégias aplicadas por sites e blogs que tem como objetivo melhorar e potencializar o posicionamento das páginas nos buscadores, como o Google. Atualmente, existem mais de 150 fatores de ranqueamento do Google. 

Para alcançar as primeiras posições do Google, é fundamental ter conhecimento dos fatores de ranqueamento, uma vez que ele mostra ao rastreador quais são os portais que merecem mais destaque na internet. 

  • Idade do domínio: sites com mais tempo de vida tendem a ter uma performance melhor no Google. Isso não quer dizer que você deve interromper a sua estratégia. Continue publicando conteúdos. Quanto mais ativo na internet, mais resultados alcançará para o seu negócio; 
  • Velocidade de carregamento: uma página não pode demorar mais do que cinco segundos para carregar. Ela deve ser ágil e ajudar na experiência do usuário; 
  • Profundidade do conteúdo: quando o conteúdo é maior e consegue abordar vários tipos de assunto, ele terá mais chances de alcançar as primeiras posições. O Google entende que um bom material é aquele que soluciona várias dúvidas das pessoas e ajudam o leitor no momento em que ele mais precisa; 
  • Conteúdo original: O Google é contra conteúdos que têm plágios e duplicações. Se o seu site não for original, há muitos riscos dele ser excluído do ranking; 
  • Accelerated Mobile Pages (AMPs): as páginas que carregam mais rápido conseguem melhores resultados na busca mobile; 
  • Conteúdo atualizado: o Google prioriza conteúdos mais atualizados. Imagina que um site publicou um tema sobre ferramentas de marketing digital. Se ele não atualizou esse material, provavelmente, estará nas últimas posições. Isso ocorre porque o marketing muda a todo o momento e as ferramentas que são utilizadas hoje são diferentes daquele ano; 
  • Frequência de atualizações: se o buscador percebe que a página é atualizada constantemente, ele cria o hábito de passar com frequência pelo seu portal, uma vez que entende que sempre terá conteúdo fresquinho para adicionar em sua página; 
  • Conteúdo multimídia: ao contrário do que muita gente imagina, o Google não valoriza apenas conteúdo com texto. Ele dá preferência para aquelas páginas que trabalham vários tipos de mídia, como: imagens, vídeos, GIFs e infográficos;
  • Usabilidade do site: uma página que contém uma navegação simples faz o coração do Google bater mais forte. A experiência do usuário é levada em consideração. Então, verifique se ele consegue acessar as páginas com facilidade; 
  • Autoridade do site: o proprietário de um site não deve incluir um link de qualquer tipo de página. Ele deve verificar se aquele portal é de qualidade. Quando fazemos essa curadoria, ganhamos mais pontos com o Google. 

Como funciona o Google? Conclusão

É impressionante a quantidade de fatores de ranqueamento que existem no Google. Por isso, aplique as estratégias aos poucos e faça testes. Dessa forma, você consegue identificar quais foram as ações que deram resultados em sua página e quais são aquelas que precisam ser ajustadas. 

Agora que você já sabe como funciona o algoritmo do Google e como funciona a indexação do Google, coloque os conhecimentos em prática tanto no seu site como em seu blog. É importante destacar que os resultados não aparecem da noite para o dia. Por isso, tenha paciência para potencializar os números a médio e longo prazo.

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Entidades: Google

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